O projeto Akilomba nas Escolas dá continuidade às ações de educação para as relações étnico-raciais desenvolvidas junto a adolescentes da rede pública de Curitiba. Em agosto, as atividades foram realizadas no Colégio Estadual Desembargador Guilherme de Albuquerque Maranhão, no Tatuquara; no Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira, no Capão da Imbuia; e no Colégio Estadual Avelino Antônio Vieira, na Fazendinha.
Com incentivo da Fundação Banco do Brasil, o projeto promoveu diversos encontros com os estudantes, a partir de duas propostas de oficinas: Dança Afro e “Arte e identidade: qual a cor da minha pele?”.
A oficina de Dança Afro trabalhou, por meio do movimento e da expressão corporal, a valorização e a apropriação da cultura afro-brasileira. Nos encontros, os adolescentes tiveram contato com elementos dessa cultura e puderam experimentar a dança como espaço de expressão, aprendizado e reconhecimento de referências afro-brasileiras.
A segunda oficina, “Arte e identidade: qual a cor da minha pele?”, teve como referência o projeto Humanae, da artista brasileira Angélica Dass. Os estudantes conheceram parte da obra da fotógrafa e assistiram a vídeos sobre seu trabalho, que utiliza diferentes tonalidades de pele para provocar reflexões sobre identidade, diversidade e pertencimento.
A continuidade das ações do Akilomba nas escolas reforça a importância de criar, no cotidiano escolar, espaços permanentes de diálogo sobre relações étnico-raciais. A iniciativa também contribui para o fortalecimento das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas instituições de ensino.
Ao levar arte, cultura e reflexão para diferentes escolas de Curitiba, o projeto amplia as possibilidades de construção de uma educação antirracista e de valorização das identidades e trajetórias que compõem a comunidade escolar.
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