No dia 18 de junho, foi realizada a 13ª Conferência Municipal de Saúde da Lapa, que teve como tema "Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil". O encontro aconteceu no Clube 7 de Setembro e reuniu representantes da sociedade civil, trabalhadores da saúde, integrantes do poder público municipal, representantes do Legislativo e diversas entidades para debater propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de saúde no município.
A conferência foi resultado de cerca de 33 pré-conferências realizadas anteriormente nas unidades básicas de saúde da Lapa. As propostas construídas nesses encontros, organizadas em eixos temáticos, foram debatidas e deliberadas durante a etapa municipal. Entre elas, esteve o Eixo 2, coordenado e facilitado por Camila Matos, coordenadora executiva adjunta da Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR).
O Eixo 2 discutiu o financiamento adequado e sustentável do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como referência a justiça tributária, a sustentabilidade fiscal e a garantia do direito à saúde. “Enquanto facilitadora do eixo que debateu o financiamento adequado e suficiente para o SUS, tivemos a oportunidade de refletir junto aos participantes e delegados sobre um dos maiores desafios da saúde pública na Lapa, no Paraná e em todo o país: garantir recursos capazes de sustentar esse sistema de forma universal, integral e equânime”, relata Camila.
A atividade foi desenvolvida em parceria com Celso Camargo, conselheiro do Conselho Municipal de Saúde da Lapa e vice-presidente do SindiSaúde.
O debate evidenciou que o financiamento da saúde não é apenas uma questão técnica ou orçamentária, mas também uma escolha política que impacta diretamente a vida da população. “Quando o SUS recebe investimentos adequados, é possível ampliar o acesso aos serviços, fortalecer a atenção básica, reduzir filas, qualificar o atendimento e valorizar os trabalhadores e trabalhadoras da saúde”, completa Camila.
Também foi discutida a importância da justiça tributária e da sustentabilidade fiscal e social, compreendendo que o financiamento público deve estar alinhado ao compromisso constitucional de garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado. Nesse sentido, defender o SUS é também defender um modelo de sociedade baseado na solidariedade, na democracia e na redução das desigualdades. “Essa facilitação realizada pela RMN-PR possibilitou um diálogo potente e participativo, que resultou na construção coletiva de propostas voltadas ao fortalecimento da saúde pública na Lapa e no Paraná”, avalia Camila.
As conferências de saúde constituem importantes espaços de participação popular e controle social, permitindo que a população contribua diretamente para a formulação das políticas públicas do setor.
Fotos: Prefeitura Municipal da Lapa e da secretária executiva do Conselho Dra. Glauciane Hammerschimdt.
8637 visualizações
2770 visualizações
1915 visualizações
1694 visualizações
1608 visualizações