A atividade Trajetos Negros, realizada como parte da programação do Seminário Ubuntu: Educação e Cultura Negra no Paraná, reuniu participantes de diferentes idades em uma vivência pelo centro de Curitiba, conduzida pela historiadora Fernanda Santiago.
Ao longo do percurso, o grupo realizou o trajeto por pontos históricos da cidade, revisitando narrativas, memórias e marcas da presença negra que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas no cotidiano urbano. A atividade proporcionou um novo olhar sobre espaços já conhecidos, revelando camadas da história que não costumam estar presentes nas versões consideradas oficiais.
Durante o trajeto, foi perceptível o envolvimento dos participantes, marcado por expressões de surpresa, interesse e aprendizado em relação à própria cidade. A cada parada, histórias foram compartilhadas, ampliando a compreensão sobre o papel da população negra na formação de Curitiba.
A vivência evidenciou o potencial transformador de iniciativas que propõem a reconexão com o território a partir de outras perspectivas. Para muitas pessoas, especialmente pessoas negras, reconhecer-se na história da cidade representa um movimento de fortalecimento identitário e de pertencimento.
Historicamente, a contribuição da população negra para a construção de Curitiba foi silenciada por processos de apagamento racial. Atividades como o Trajetos Negros atuam justamente no sentido de tensionar essas ausências, trazendo à tona memórias e trajetórias fundamentais para a compreensão da cidade em sua totalidade.
Ao final do percurso, ficou evidente que revisitar o território com novos olhares não apenas amplia o conhecimento histórico, mas também contribui para a construção de uma cidade mais consciente de sua diversidade e de suas raízes.
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