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Primeiro Café com Cultura da RMN-PR

Primeiro Café com Cultura da RMN-PR

A RMN-PR realizou o primeiro Café com Cultura da organização, no qual foi abordado a data do dia 13 de maio por meio da pesquisa da historiadora Fernanda Santiago. A associada apresentou, Mulheres Negras: Trajetórias de (re)existência em rede (Curitiba 1922-1963) e roda de conversa sobre o tema.  

A apresentação é uma proposta do GT de Cultura sobre os significados da data 13 de maio, no passado e no presente, mais especificamente sobre como as mulheres negras ajudaram a construir a emancipação do povo negro curitibano e do Clube 13 de Maio. 

Segundo Fernanda Santiago, "a gente não quer ser visto como pessoas que receberam a liberdade assim como uma dádiva da Princesa Isabel, embora ainda, muitas vezes, a gente encontra livros, homenagens. Durante este período de desgoverno, o próprio presidente Bolsonaro fez homenagens à Princesa Isabel pela abolição da escravidão, quando a gente sabe de diversas manifestações da população negra que dentro da própria historiografia, da sociologia não é visto o movimento negro enquanto um movimento social antes da abolição". 

A historiadora ressalta o motivo pelo qual a história é mal contada. "Os movimentos de rebeldia, de fuga, de criação de quilombo muitas vezes não são vistos como organização de movimento social, apenas pelo motivo do pesquisador não ter esse olhar de buscar, de querer saber que tipo de organização era feita em prol desta liberdade". 

A RMN-PR pretende continuar com este evento de café da manhã mensalmente com temas diversos para promover conhecimento e diálogo. Acesse aqui a pesquisa de Fernanda Santiago. 

 
Em tempo 
Em 13 de maio de 1888, foi assinada a Lei Áurea, que aboliu a escravidão do Brasil. Passados 135 anos, o exercício foi de conhecer a história e questionar a simbologia desta data que marca o processo de marginalização, violência, censura e exclusão contra o povo preto. 

Há quem diga que esta data é sobre liberdade, porém para o Brasil significou mais uma oportunidade de escravocratas enriquecerem mantendo a força de trabalho negra explorada por meio da produtividade capitalista. É o povo preto que permanece vulnerável e lutando por protagonismo. 

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