Ana Carolina Dartora, professora, pesquisadora e militante do Movimento de Mulheres Negras conduziu a Roda de Conversa sobre Feminismo Negro. A atividade fez parte da programação do Julho das Pretas – PR 2018. A conversa começou com a apresentação do Julho das Pretas e então, Ana Carolina relatou o início do Feminismo Negro e mostrou […]

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Ana Carolina Dartora, professora, pesquisadora e militante do Movimento de Mulheres Negras conduziu a Roda de Conversa sobre Feminismo Negro. A atividade fez parte da programação do Julho das Pretas – PR 2018. A conversa começou com a apresentação do Julho das Pretas e então, Ana Carolina relatou o início do Feminismo Negro e mostrou sua pesquisa de mestrado intitulada: “As adolescentes negras e os 13 anos da Lei 10.639/03“. Nela, a pesquisadora partiu de uma pesquisa com meninas adolescentes com o objetivo de saber se passam por situação de racismo na escola e como convivem com as difíceis situações.

Houve participação bem representativa das pessoas presentes na atividade no que tange ao reconhecimento da relevância do Feminismo Negro. Entres outros assuntos, foi explanado sobre mulheres negras no trabalho, na tecnologia e como acontece o racismo velado e institucional. A conversa teve seu andamento no sentido de mostrar o porquê da existência do Movimento das Mulheres Negras (MMN), que teve seu início por causa de uma não representação e uma invisibilidade das pautas específicas dessas mulheres no Movimento Feminista e no Movimento Negro.

O público presente acordou que as pautas raciais ainda são muito insuficientes dentro dos demais movimentos sociais e que ainda se tem muito a fazer para conseguir o devido reconhecimento. As mulheres que seguem a vertente do Feminismo Negro são consideradas “radicais” pelo fato de reivindicarem seu espaço dentro da militância e ainda escutam o velho chavão de que “todas somos mulheres”.

Durante a Roda de Conversa teve a divulgação da campanha “DIREITOS VALEM MAIS, NÃO AOS CORTES SOCIAIS”, da Coalizão Anti-austeridade e pela revogação da Emenda Constitucional 95. A vida das mulheres negras está em risco com as medidas de austeridade econômica do governo federal.

Quando se mescla o recorte de gênero com o racial, se entra em um processo que vai além da luta de classes. Dentro dessa vertente, se expõe a existência de seres humanos que, por pertencerem ao gênero feminino e terem a cor preta lhes é imposta a sua condição na sociedade. Imposição esta a qual as negras lutam, resistem e persistem!

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Julho das Pretas – PR 2018: DIREITOS IMPORTAM! PRETAS NO PODER!

 

Ana Carolina Dartora, professora, pesquisadora e militante do Movimento de Mulheres Negras conduziu a Roda de Conversa sobre Feminismo Negro. A atividade fez parte da programação do Julho das Pretas – PR 2018. A conversa começou com a apresentação do Julho das Pretas e então, Ana Carolina relatou o início do Feminismo Negro e mostrou […]

Ana Carolina Dartora, professora, pesquisadora e militante do Movimento de Mulheres Negras conduziu a Roda de Conversa sobre Feminismo Negro. A atividade fez parte da programação do Julho das Pretas – PR 2018. A conversa começou com a apresentação do Julho das Pretas e então, Ana Carolina relatou o início do Feminismo Negro e mostrou sua pesquisa de mestrado intitulada: “As adolescentes negras e os 13 anos da Lei 10.639/03“. Nela, a pesquisadora partiu de uma pesquisa com meninas adolescentes com o objetivo de saber se passam por situação de racismo na escola e como convivem com as difíceis situações.

Houve participação bem representativa das pessoas presentes na atividade no que tange ao reconhecimento da relevância do Feminismo Negro. Entres outros assuntos, foi explanado sobre mulheres negras no trabalho, na tecnologia e como acontece o racismo velado e institucional. A conversa teve seu andamento no sentido de mostrar o porquê da existência do Movimento das Mulheres Negras (MMN), que teve seu início por causa de uma não representação e uma invisibilidade das pautas específicas dessas mulheres no Movimento Feminista e no Movimento Negro.

O público presente acordou que as pautas raciais ainda são muito insuficientes dentro dos demais movimentos sociais e que ainda se tem muito a fazer para conseguir o devido reconhecimento. As mulheres que seguem a vertente do Feminismo Negro são consideradas “radicais” pelo fato de reivindicarem seu espaço dentro da militância e ainda escutam o velho chavão de que “todas somos mulheres”.

Durante a Roda de Conversa teve a divulgação da campanha “DIREITOS VALEM MAIS, NÃO AOS CORTES SOCIAIS”, da Coalizão Anti-austeridade e pela revogação da Emenda Constitucional 95. A vida das mulheres negras está em risco com as medidas de austeridade econômica do governo federal.

Quando se mescla o recorte de gênero com o racial, se entra em um processo que vai além da luta de classes. Dentro dessa vertente, se expõe a existência de seres humanos que, por pertencerem ao gênero feminino e terem a cor preta lhes é imposta a sua condição na sociedade. Imposição esta a qual as negras lutam, resistem e persistem!

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