Desde o mês de janeiro do corrente ano, os diversos movimentos e coletivos feministas se reuniram na Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana para organizar o Ato do dia Oito de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O mote desse ano foi “A resistência nos Une, a luta nos Liberta!”   O ato iniciou as Às […]

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Desde o mês de janeiro do corrente ano, os diversos movimentos e coletivos feministas se reuniram na Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana para organizar o Ato do dia Oito de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O mote desse ano foi “A resistência nos Une, a luta nos Liberta!”

Mulheres ecoam seu grito de liberdade – Foto: RMN-PR

 

O ato iniciou as Às 12h00, com as “Gurias do Slam”, na Praça Santos Andrade, que trouxeram poesia como sua ferramenta de luta

Às 16h30 as mulheres indígenas ampliarem sua voz ao propor reflexões sobre sua luta pela terra e cultura e contra a municipalização da saúde indígena.

Às 18h as mulheres trabalhadoras fizeram sua manifestação contra o desmonte de direitos proposto pelo atual governo, que tem apontado retrocessos tanto na pauta das mulheres como na pauta trabalhista, como por exemplo, a Reforma da Previdência e Trabalhista que prejudicam a vida das mulheres. Também defenderam salários igualitários e a divisão social do trabalho.

Mesmo com a chuva, as atividades continuaram com grande animação das mulheres. As 18h30, aproximadamente 7 mil mulheres saíram em marcha em direção ao cruzamento das Marechais. Lá ouviram-se as mulheres trans manifestando-se contra os crimes de ódio que LBT’s sofrem cotidianamente e pela criminalização da homofobia. Na sequência, as mulheres Negras pararam o cruzamento das Marechais com a  chamada “Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam”.

 

Mulheres Negras param o cruzamento das Marechais com a chamada “Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam”! – Foto: RMN-PR

 

No contexto das ações, foram lidos cartazes com as seguintes estatísticas:

 

Mulheres negras morrem mais assassinadas do que as de todas as outras raças/etnias
Mapa da Violência 2015: taxa de morte de mulheres negras cresce 54%, de brancas cai 9,8%
Mapa da Violência 2018: taxa de morte de mulheres negras cresce 15,4%, de brancas cai 8%
Mapa da Violência 2018: Brasil mata 71% mais mulheres negras do que brancas 
Mapa da Violência 2018: 54% das vítimas de estupros são negras, 34,3% brancas, 1.2% indigenas, 0.7% amarelas, 9,8% não informado
Mulheres Negras são 58,86% das mulheres vítimas de violência doméstica
Mulheres Negras são 65,9% das vítimas de violência obstétrica
Apenas 10% das mulheres negras completam o ensino superior 
Mulheres brancas tem 3,2 vezes mais chances de ganhar uma eleição do que mulheres negras
18% das Mulheres Negras são empregadas domésticas. Você branca, explora uma negra?
Negras e negros ganham em média 60% do que brancos
Renda média de mulheres negras com ensino superior é de R$ 2.918. Homens brancos com o mesmo nível de graduação: R$ 6.702.
Apenas 4% dos chefes são negros nas maiores empresas do Brasil, somente 0,4% dos quadros executivos são ocupados por negras.
Menos de 18% dos integrantes do Poder Judiciário são negros
O número de assassinato de quilombolas cresceu cerca de 350% entre 2016 e 2017 
Mulheres Negras tem 2,5 vezes mais risco de morrer por aborto que uma mulher branca
23,8% dos negros atendidos nos serviços de saúde sofreram atos racistas
A cada 100 gestantes negras 22 não recebem anestesia no parto
Jovem negra tem 2,19 vezes mais chances de morrer assassinada do que jovem branca
Negras e Negros são 70% da população que vive na extrema pobreza
 

A Rede Mulheres Negras – PR levanta sua bandeira e reforça a luta contra o machismo, o racismo e todas as formas de discriminação Foto: RMN-PR

Na sequência, de forma lúdica, esses mesmos cartazes foram virados e formaram a frase: MARIELLE PRESENTE HOJE E SEMPRE. A manifestação relembrou que dia 14 de março fará 1 ano do assassinato de Marielle Franco, sem que a justiça tenha desvendado o caso.

Mulheres negras pedem justiça à Marielle Franco – Foto: RMN-PR

 

Da esquina das Marechais, a manifestação seguiu para a Boca Maldita, com o quarto ato, intitulado “Mulheres unidas desarmam a opressão”. Foi tratado de temas como Aborto legal, seguro e gratuito, violência doméstica, crimes ambientais, feminicídio, racismo, desarmamento e LBTfobia. Cada temática com apresentação de imagens que completavam o tema abordado.

Segundo as organizadoras da Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana, participaram da Marcha cerca de 7 mil mulheres e passaram pela atividade durante todo o dia cerca de 10 mil mulheres.

A diversidade de mulheres inseridas na atividade reforçou a importância da temática de unidade e mostrou que as mulheres estão, como sempre estiveram, na luta em defesa de seus direitos.

Desde o mês de janeiro do corrente ano, os diversos movimentos e coletivos feministas se reuniram na Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana para organizar o Ato do dia Oito de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O mote desse ano foi “A resistência nos Une, a luta nos Liberta!”   O ato iniciou as Às […]

Desde o mês de janeiro do corrente ano, os diversos movimentos e coletivos feministas se reuniram na Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana para organizar o Ato do dia Oito de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O mote desse ano foi “A resistência nos Une, a luta nos Liberta!”

Mulheres ecoam seu grito de liberdade – Foto: RMN-PR

 

O ato iniciou as Às 12h00, com as “Gurias do Slam”, na Praça Santos Andrade, que trouxeram poesia como sua ferramenta de luta

Às 16h30 as mulheres indígenas ampliarem sua voz ao propor reflexões sobre sua luta pela terra e cultura e contra a municipalização da saúde indígena.

Às 18h as mulheres trabalhadoras fizeram sua manifestação contra o desmonte de direitos proposto pelo atual governo, que tem apontado retrocessos tanto na pauta das mulheres como na pauta trabalhista, como por exemplo, a Reforma da Previdência e Trabalhista que prejudicam a vida das mulheres. Também defenderam salários igualitários e a divisão social do trabalho.

Mesmo com a chuva, as atividades continuaram com grande animação das mulheres. As 18h30, aproximadamente 7 mil mulheres saíram em marcha em direção ao cruzamento das Marechais. Lá ouviram-se as mulheres trans manifestando-se contra os crimes de ódio que LBT’s sofrem cotidianamente e pela criminalização da homofobia. Na sequência, as mulheres Negras pararam o cruzamento das Marechais com a  chamada “Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam”.

 

Mulheres Negras param o cruzamento das Marechais com a chamada “Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam”! – Foto: RMN-PR

 

No contexto das ações, foram lidos cartazes com as seguintes estatísticas:

 

Mulheres negras morrem mais assassinadas do que as de todas as outras raças/etnias
Mapa da Violência 2015: taxa de morte de mulheres negras cresce 54%, de brancas cai 9,8%
Mapa da Violência 2018: taxa de morte de mulheres negras cresce 15,4%, de brancas cai 8%
Mapa da Violência 2018: Brasil mata 71% mais mulheres negras do que brancas 
Mapa da Violência 2018: 54% das vítimas de estupros são negras, 34,3% brancas, 1.2% indigenas, 0.7% amarelas, 9,8% não informado
Mulheres Negras são 58,86% das mulheres vítimas de violência doméstica
Mulheres Negras são 65,9% das vítimas de violência obstétrica
Apenas 10% das mulheres negras completam o ensino superior 
Mulheres brancas tem 3,2 vezes mais chances de ganhar uma eleição do que mulheres negras
18% das Mulheres Negras são empregadas domésticas. Você branca, explora uma negra?
Negras e negros ganham em média 60% do que brancos
Renda média de mulheres negras com ensino superior é de R$ 2.918. Homens brancos com o mesmo nível de graduação: R$ 6.702.
Apenas 4% dos chefes são negros nas maiores empresas do Brasil, somente 0,4% dos quadros executivos são ocupados por negras.
Menos de 18% dos integrantes do Poder Judiciário são negros
O número de assassinato de quilombolas cresceu cerca de 350% entre 2016 e 2017 
Mulheres Negras tem 2,5 vezes mais risco de morrer por aborto que uma mulher branca
23,8% dos negros atendidos nos serviços de saúde sofreram atos racistas
A cada 100 gestantes negras 22 não recebem anestesia no parto
Jovem negra tem 2,19 vezes mais chances de morrer assassinada do que jovem branca
Negras e Negros são 70% da população que vive na extrema pobreza
 

A Rede Mulheres Negras – PR levanta sua bandeira e reforça a luta contra o machismo, o racismo e todas as formas de discriminação Foto: RMN-PR

Na sequência, de forma lúdica, esses mesmos cartazes foram virados e formaram a frase: MARIELLE PRESENTE HOJE E SEMPRE. A manifestação relembrou que dia 14 de março fará 1 ano do assassinato de Marielle Franco, sem que a justiça tenha desvendado o caso.

Mulheres negras pedem justiça à Marielle Franco – Foto: RMN-PR

 

Da esquina das Marechais, a manifestação seguiu para a Boca Maldita, com o quarto ato, intitulado “Mulheres unidas desarmam a opressão”. Foi tratado de temas como Aborto legal, seguro e gratuito, violência doméstica, crimes ambientais, feminicídio, racismo, desarmamento e LBTfobia. Cada temática com apresentação de imagens que completavam o tema abordado.

Segundo as organizadoras da Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana, participaram da Marcha cerca de 7 mil mulheres e passaram pela atividade durante todo o dia cerca de 10 mil mulheres.

A diversidade de mulheres inseridas na atividade reforçou a importância da temática de unidade e mostrou que as mulheres estão, como sempre estiveram, na luta em defesa de seus direitos.

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