Aconteceu no dia 14 de julho, às 18h, mais uma atividade do Julho das Pretas – PR 2018, o Cine Debate: Cara Gente Branca O evento contou com a presença de Ana Carolina Dartora, da Marcha Mundial de Mulheres e de Silvana Bárbara G. da Silva, da Rede Mulheres Negras – PR como mediadoras do […]

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Aconteceu no dia 14 de julho, às 18h, mais uma atividade do Julho das Pretas – PR 2018, o Cine Debate: Cara Gente Branca

O evento contou com a presença de Ana Carolina Dartora, da Marcha Mundial de Mulheres e de Silvana Bárbara G. da Silva, da Rede Mulheres Negras – PR como mediadoras do debate.

Iniciou-se com uma apresentação do que é o Julho das Pretas, como teve origem e qual sua importância no contexto atual da sociedade. Em seguida, foi apresentada a atividade, um debate sobre episódios da série Cara Gente Branca, uma comédia dramática com grande carga de crítica social orientada pelo viés das questões raciais.

Mediadoras e plateia do Cine Debate: Cara Gente Branca

A série norte-americana foi baseada no filme Dear White People (Cara Gente Branca) do ano de 2014. O contexto é o da vida de estudantes negras e negros de uma universidade renomada dos Estados Unidos, onde a maioria dos (as) estudantes são brancos (as). Dessa forma, retrata todas as formas de preconceito racial que passam, por serem minoria, reivindicarem seus direitos, lutar e resistir.

Foram apresentados dois episódios, divididos entre primeira e segunda temporadas. Foi pensado dessa forma para que o debate focasse nos dois parâmetros que permeiam as lutas do Movimento Negro: negritude e branquitude.

O primeiro episódio apresentado foi o Capítulo I da primeira temporada. A história do filme termina com uma festa Halloween que tem como temática a blackface, chamada Cara Gente Negra. Trata-se de uma contrapartida racista dos (as) estudantes brancos (as) por ocasião do programa de rádio intitulado Cara Gente Branca. Então, o primeiro episódio da série tem início depois dessa festa, com uma grande carga de debates raciais.

Somente nesse capítulo são colocadas muitas questões que promovem debates relevantes. Há o caso da mulher negra que geralmente é comparada com artistas da TV, o estereótipo e a objetificação do corpo negro, militância por meio da comunicação, a dificuldade de estar em um espaço elitizado e majoritariamente branco, relações inter-raciais, diferentes movimentos negros e suas formas de militância, racismo reverso, entre outros assuntos. O debate foi aberto no sentido de trabalhar sobre os assuntos abordados.

No episódio da segunda temporada, Capítulo I, foi tratada mais especificamente sobre a branquitude. A personagem principal, Sam White, é uma jovem estudante universitária negra, filha de pai branco. Aqui no Brasil, parte do movimento negro denomina esse perfil como “negra de pele clara”.

O enredo é focado no racismo explícito que negras e negros enfrentam, principalmente por estar em um ambiente elitizado e usar a comunicação como forma de militância. Sam é atacada por um racista virtual, muito comum no contexto atual da sociedade. Todos aqueles comentários que pessoas negras estão cansadas de ouvir aparecem no episódio: qual o problema em ser branco, acusações de vitimização do povo negro, mimimi…

Também foi destacado no debate a relação de Sam com o pai branco, que a entende como uma menina “difícil”, por não aceitar os ataques dos opressores. A jovem tem um relacionamento amoroso com um estudante branco, algo que causa um certo descontentamento nos (as) colegas do movimento.

Foi colocado no debate também sobre a reação da plateia ao racismo explícito mostrado no filme, comparado a uma pergunta realizada pelo estudante branco: “Pessoas brancas, quando apoiam o sistema, são racistas?”

Diante disso, as mediadoras apresentaram suas opiniões e abriram o debate para a plateia. As mulheres negras apontaram sobre a importância de as pessoas brancas enxergarem seu lugar de privilégio e que precisam caminhar junto com as negras para reverter as questões raciais. Algumas mulheres brancas reconheceram sua situação de vantagem com relação às negras, argumentando que as formas de opressão são fruto do capitalismo que permeia os ideais.

Percebeu-se que as pessoas presentes gostaram do debate e afirmaram que puderam aprender e compreender muita coisa sobre os temas abordados.

A atividade se encerra com a colocação de que é fácil entender porque o filme e a série não têm muito sucesso no Brasil. O período é de retrocesso, com grupos totalitários tentando derrubar os direitos humanos e as várias formas de militância. Uma história como essa, mostrada pelo viés da comédia dramática, incomoda o indivíduo branco.

As mediadoras agradecem à presença de todas e convidam para as demais atividades da programação do Julho das Pretas – PR.

Aconteceu no dia 14 de julho, às 18h, mais uma atividade do Julho das Pretas – PR 2018, o Cine Debate: Cara Gente Branca O evento contou com a presença de Ana Carolina Dartora, da Marcha Mundial de Mulheres e de Silvana Bárbara G. da Silva, da Rede Mulheres Negras – PR como mediadoras do […]

Aconteceu no dia 14 de julho, às 18h, mais uma atividade do Julho das Pretas – PR 2018, o Cine Debate: Cara Gente Branca

O evento contou com a presença de Ana Carolina Dartora, da Marcha Mundial de Mulheres e de Silvana Bárbara G. da Silva, da Rede Mulheres Negras – PR como mediadoras do debate.

Iniciou-se com uma apresentação do que é o Julho das Pretas, como teve origem e qual sua importância no contexto atual da sociedade. Em seguida, foi apresentada a atividade, um debate sobre episódios da série Cara Gente Branca, uma comédia dramática com grande carga de crítica social orientada pelo viés das questões raciais.

Mediadoras e plateia do Cine Debate: Cara Gente Branca

A série norte-americana foi baseada no filme Dear White People (Cara Gente Branca) do ano de 2014. O contexto é o da vida de estudantes negras e negros de uma universidade renomada dos Estados Unidos, onde a maioria dos (as) estudantes são brancos (as). Dessa forma, retrata todas as formas de preconceito racial que passam, por serem minoria, reivindicarem seus direitos, lutar e resistir.

Foram apresentados dois episódios, divididos entre primeira e segunda temporadas. Foi pensado dessa forma para que o debate focasse nos dois parâmetros que permeiam as lutas do Movimento Negro: negritude e branquitude.

O primeiro episódio apresentado foi o Capítulo I da primeira temporada. A história do filme termina com uma festa Halloween que tem como temática a blackface, chamada Cara Gente Negra. Trata-se de uma contrapartida racista dos (as) estudantes brancos (as) por ocasião do programa de rádio intitulado Cara Gente Branca. Então, o primeiro episódio da série tem início depois dessa festa, com uma grande carga de debates raciais.

Somente nesse capítulo são colocadas muitas questões que promovem debates relevantes. Há o caso da mulher negra que geralmente é comparada com artistas da TV, o estereótipo e a objetificação do corpo negro, militância por meio da comunicação, a dificuldade de estar em um espaço elitizado e majoritariamente branco, relações inter-raciais, diferentes movimentos negros e suas formas de militância, racismo reverso, entre outros assuntos. O debate foi aberto no sentido de trabalhar sobre os assuntos abordados.

No episódio da segunda temporada, Capítulo I, foi tratada mais especificamente sobre a branquitude. A personagem principal, Sam White, é uma jovem estudante universitária negra, filha de pai branco. Aqui no Brasil, parte do movimento negro denomina esse perfil como “negra de pele clara”.

O enredo é focado no racismo explícito que negras e negros enfrentam, principalmente por estar em um ambiente elitizado e usar a comunicação como forma de militância. Sam é atacada por um racista virtual, muito comum no contexto atual da sociedade. Todos aqueles comentários que pessoas negras estão cansadas de ouvir aparecem no episódio: qual o problema em ser branco, acusações de vitimização do povo negro, mimimi…

Também foi destacado no debate a relação de Sam com o pai branco, que a entende como uma menina “difícil”, por não aceitar os ataques dos opressores. A jovem tem um relacionamento amoroso com um estudante branco, algo que causa um certo descontentamento nos (as) colegas do movimento.

Foi colocado no debate também sobre a reação da plateia ao racismo explícito mostrado no filme, comparado a uma pergunta realizada pelo estudante branco: “Pessoas brancas, quando apoiam o sistema, são racistas?”

Diante disso, as mediadoras apresentaram suas opiniões e abriram o debate para a plateia. As mulheres negras apontaram sobre a importância de as pessoas brancas enxergarem seu lugar de privilégio e que precisam caminhar junto com as negras para reverter as questões raciais. Algumas mulheres brancas reconheceram sua situação de vantagem com relação às negras, argumentando que as formas de opressão são fruto do capitalismo que permeia os ideais.

Percebeu-se que as pessoas presentes gostaram do debate e afirmaram que puderam aprender e compreender muita coisa sobre os temas abordados.

A atividade se encerra com a colocação de que é fácil entender porque o filme e a série não têm muito sucesso no Brasil. O período é de retrocesso, com grupos totalitários tentando derrubar os direitos humanos e as várias formas de militância. Uma história como essa, mostrada pelo viés da comédia dramática, incomoda o indivíduo branco.

As mediadoras agradecem à presença de todas e convidam para as demais atividades da programação do Julho das Pretas – PR.

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