Em mais um ano de atuação representando a luta das mulheres negras do estado, a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) está finalizando as atividades de 2017 de maneira bem-sucedida. Foram realizadas muitas ações, as quais fizeram com que a sociedade civil e demais movimentos sociais tivessem mais conhecimento sobre a militância de gênero […]

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Em mais um ano de atuação representando a luta das mulheres negras do estado, a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) está finalizando as atividades de 2017 de maneira bem-sucedida.

Foram realizadas muitas ações, as quais fizeram com que a sociedade civil e demais movimentos sociais tivessem mais conhecimento sobre a militância de gênero e raça na qual a RMN-PR atua.

Tendo como base o fato de que dentro das mais variadas lutas por direitos humanos o Movimento de Mulheres Negras (MMN) ainda não é compreendido em sua totalidade, a RMN-PR está a 11 anos mostrando a que veio.

As pautas negras foram colocadas nas ruas, nos eventos dos movimentos sociais, nas periferias, nos ambientes acadêmicos. Procurou-se estar em todo lugar, porque há esse empoderamento. A cara preta esteve presente mesmos nos espaços que sua presença não é bem-vinda.

Nesse término de ano, foi considerado relevante destacar duas ações temáticas: o mês de julho, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e o mês de novembro, que remete ao Dia Nacional da Consciência Negra. Salienta-se esses dois meses pois são de grande representatividade na construção histórica da RMN-PR.

O Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha é marcado pelo 25 de julho. Por ocasião da força histórica e política da luta das mulheres, esse dia também homenageia Tereza de Benguela. Como grande líder quilombola, Tereza, depois de muita luta e resistência à escravidão, se tornou rainha.

A militância das mulheres negras reforça a importância desse dia para os tempos atuais, destacando o enfrentamento que faz parte de sua rotina, contra o machismo, racismo e violação de direitos. E para marcar o mês, a RMN-PR realizou o Julho das Pretas, com eventos e ações que enfatizaram a importância do 25 de julho.

No mês da Consciência Negra, destaca-se o fato de que, para as pretas, não há apenas um dia para relembrar a luta das (os) antepassadas (os), mas sim que o enfrentamento às formas de discriminação que acometem o povo negro é realizado todos os dias.

Como mulheres negras, também é necessário ressaltar que o Dia Nacional da Consciência Negra não remete somente à importância de Zumbi dos Palmares, mas também à simbologia de outras duas mulheres: Aqualtune e Dandara.

Aqualtune foi uma princesa angolana que lutou bravamente pela libertação do povo negro das amarras da escravidão. Filha do rei do Congo e avó de Zumbi dos Palmares, era muito politizada e grande estrategista, a ponto de assumir o governo do território do Quilombo de Palmares, sendo fundamental para a fundação de sua República.

Pouca gente sabe da história dessa guerreira, mas para o Movimento de Mulheres Negras sua importância está marcada como relevante influência política, exemplo de força e liderança.

Dandara foi outra grande líder que atuou em prol da população negra nos tempos nos quais o racismo era marcado pelo sistema escravocrata.

Mesmo lutando com armas contra a escravidão, a História esqueceu da contribuição dessa figura feminina para a força e coragem que atualmente as mulheres negras possuem.  A figura de Dandara hoje, também representa a luta das pretas pelo reconhecimento de suas pautas.

Os livros históricos apagam as importantes líderes, assim como hoje em dia querem fazer com as pautas específicas das mulheres negras. Porém, mulheres guerreiras não se calam e estão presentes na sociedade com muitas atuações.

As atividades que a Rede de Mulheres Negras do Paraná realizou sobre a temática da consciência negra, serão apresentadas nesse Boletim Eletrônico Especial Novembro das Negras. O material mostra a representatividade da organização nos mais variados espaços, mostrando à sociedade que a luta é sua história, sua coragem, sua garra.

Acesse o material: novembrodasnegras

Em mais um ano de atuação representando a luta das mulheres negras do estado, a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) está finalizando as atividades de 2017 de maneira bem-sucedida. Foram realizadas muitas ações, as quais fizeram com que a sociedade civil e demais movimentos sociais tivessem mais conhecimento sobre a militância de gênero […]

Em mais um ano de atuação representando a luta das mulheres negras do estado, a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) está finalizando as atividades de 2017 de maneira bem-sucedida.

Foram realizadas muitas ações, as quais fizeram com que a sociedade civil e demais movimentos sociais tivessem mais conhecimento sobre a militância de gênero e raça na qual a RMN-PR atua.

Tendo como base o fato de que dentro das mais variadas lutas por direitos humanos o Movimento de Mulheres Negras (MMN) ainda não é compreendido em sua totalidade, a RMN-PR está a 11 anos mostrando a que veio.

As pautas negras foram colocadas nas ruas, nos eventos dos movimentos sociais, nas periferias, nos ambientes acadêmicos. Procurou-se estar em todo lugar, porque há esse empoderamento. A cara preta esteve presente mesmos nos espaços que sua presença não é bem-vinda.

Nesse término de ano, foi considerado relevante destacar duas ações temáticas: o mês de julho, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e o mês de novembro, que remete ao Dia Nacional da Consciência Negra. Salienta-se esses dois meses pois são de grande representatividade na construção histórica da RMN-PR.

O Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha é marcado pelo 25 de julho. Por ocasião da força histórica e política da luta das mulheres, esse dia também homenageia Tereza de Benguela. Como grande líder quilombola, Tereza, depois de muita luta e resistência à escravidão, se tornou rainha.

A militância das mulheres negras reforça a importância desse dia para os tempos atuais, destacando o enfrentamento que faz parte de sua rotina, contra o machismo, racismo e violação de direitos. E para marcar o mês, a RMN-PR realizou o Julho das Pretas, com eventos e ações que enfatizaram a importância do 25 de julho.

No mês da Consciência Negra, destaca-se o fato de que, para as pretas, não há apenas um dia para relembrar a luta das (os) antepassadas (os), mas sim que o enfrentamento às formas de discriminação que acometem o povo negro é realizado todos os dias.

Como mulheres negras, também é necessário ressaltar que o Dia Nacional da Consciência Negra não remete somente à importância de Zumbi dos Palmares, mas também à simbologia de outras duas mulheres: Aqualtune e Dandara.

Aqualtune foi uma princesa angolana que lutou bravamente pela libertação do povo negro das amarras da escravidão. Filha do rei do Congo e avó de Zumbi dos Palmares, era muito politizada e grande estrategista, a ponto de assumir o governo do território do Quilombo de Palmares, sendo fundamental para a fundação de sua República.

Pouca gente sabe da história dessa guerreira, mas para o Movimento de Mulheres Negras sua importância está marcada como relevante influência política, exemplo de força e liderança.

Dandara foi outra grande líder que atuou em prol da população negra nos tempos nos quais o racismo era marcado pelo sistema escravocrata.

Mesmo lutando com armas contra a escravidão, a História esqueceu da contribuição dessa figura feminina para a força e coragem que atualmente as mulheres negras possuem.  A figura de Dandara hoje, também representa a luta das pretas pelo reconhecimento de suas pautas.

Os livros históricos apagam as importantes líderes, assim como hoje em dia querem fazer com as pautas específicas das mulheres negras. Porém, mulheres guerreiras não se calam e estão presentes na sociedade com muitas atuações.

As atividades que a Rede de Mulheres Negras do Paraná realizou sobre a temática da consciência negra, serão apresentadas nesse Boletim Eletrônico Especial Novembro das Negras. O material mostra a representatividade da organização nos mais variados espaços, mostrando à sociedade que a luta é sua história, sua coragem, sua garra.

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