“A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus” Dona de uma voz maravilhosa e uma sensibilidade incrível, Janine Mathias, […]

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A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus”

Dona de uma voz maravilhosa e uma sensibilidade incrível, Janine Mathias, cantora e compositora, mora e vive sua música em Curitiba. Seu primeiro trabalho foi lançado em 2012, o EP “Eu Quero Mergulhar”, pela produtora Track Cheio.

Traz consigo elementos do rap, hip-hop, soul e sua cadência musical no samba. A cantora rompe com as barreiras fazendo de seu estilo singularidade em forma de voz na MPB.

Há dois anos Janine Mathias comanda o Samba da Nega, em Curitiba. Um espaço onde canta sua ancestralidade e história familiar e realiza encontros entre músicos parceiros de sua carreira.

Como surgiu a ideia de ser uma empreendedora? Conta um pouco sobre os desafios que você enfrentou ou ainda enfrenta.

Fiquei alguns anos trabalhando como vendedora e cantando. Até que teve uma hora em que eu precisava decidir e me entregar a música de forma profissional, eu tive ajuda de muitos amigos. A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus. O maior desafio é ter que afirmar a todo momento seu valor dentro desse trabalho que é imenso. Não é só cantar, é fazer da minha voz uma vitória diária gerar resultados emocionais e financeiros para um bem maior que é ser cantora nesse tempo.

Qual seu plano de negócio e/ou metodologia para o desenvolvimento de seu trabalho?

A gente aposta muito nessa coisa da abordagem na rua, nos amigos dos amigos e na parceria entre produtorxs, a internet tem seu papel primordial mais não é tudo. Estou gravando meu primeiro Disco “Dendê” com produção musical de Eduardo Brechó. Nós tentamos inicialmente fazer o disco através de um financiamento coletivo, a intenção era que houvesse uma pré distribuição e o disco fosse gravado através dessa ação. Apesar de não termos conseguido a ação pela plataforma, o disco está sendo feito com colaboração de amigos, fãs, familiares. Não deixa de ser uma abordagem de dentro pra fora, que é como a música chegou em mim.

Como está, atualmente, o andamento de seu negócio?

Bem, sendo que enxergo o potencial não só no produto, entendo o quanto é importante gerar conteúdo e informação através do mesmo.

Como os possíveis clientes se comportam ao ter o conhecimento de que você é negra?

A resposta do público é sempre o meu maior motivo, eles entendem e consomem a Janine. Sabemos que existe um racismo velado um tratamento que denuncia posturas, como não me fosse direito ser quem eu sou e dona do que idealizei. Eu me apego a quem entende a complexidade disso, não há como separar direitos e deveres quando se fala de música, nós somos espelho.

O que você espera do futuro de seu negócio? De que forma pensa em expandi-lo?

Música é realmente um negócio da alma pra mim. Mais se tratando do produto ser, o fato é que temos muitos planos e o melhor caminho sempre será pensar com carinho no público, renovar sem perder a originalidade.

Que tal você deixar uma mensagem às demais pessoas negras que também tenham interesse em se tornar empreendedoras.

Acredite nos seus sonhos, eles são um bom termômetro de como ainda se é possível fazer um mundo melhor.

Janine Mathias

facebook/janinemathiascantora

soundcloud/janinemathias

Spotify

Fotografia por Niceli Silva 

“A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus” Dona de uma voz maravilhosa e uma sensibilidade incrível, Janine Mathias, […]

A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus”

Dona de uma voz maravilhosa e uma sensibilidade incrível, Janine Mathias, cantora e compositora, mora e vive sua música em Curitiba. Seu primeiro trabalho foi lançado em 2012, o EP “Eu Quero Mergulhar”, pela produtora Track Cheio.

Traz consigo elementos do rap, hip-hop, soul e sua cadência musical no samba. A cantora rompe com as barreiras fazendo de seu estilo singularidade em forma de voz na MPB.

Há dois anos Janine Mathias comanda o Samba da Nega, em Curitiba. Um espaço onde canta sua ancestralidade e história familiar e realiza encontros entre músicos parceiros de sua carreira.

Como surgiu a ideia de ser uma empreendedora? Conta um pouco sobre os desafios que você enfrentou ou ainda enfrenta.

Fiquei alguns anos trabalhando como vendedora e cantando. Até que teve uma hora em que eu precisava decidir e me entregar a música de forma profissional, eu tive ajuda de muitos amigos. A medida que eu fui tendo necessidade de trabalho e não encontrava comecei a produzir eventos onde não somente eu pudesse cantar mais agregar artistas e espaços onde a cultura negra muitas vezes não entra nem muito menos é consumida ou exercida pelos seus. O maior desafio é ter que afirmar a todo momento seu valor dentro desse trabalho que é imenso. Não é só cantar, é fazer da minha voz uma vitória diária gerar resultados emocionais e financeiros para um bem maior que é ser cantora nesse tempo.

Qual seu plano de negócio e/ou metodologia para o desenvolvimento de seu trabalho?

A gente aposta muito nessa coisa da abordagem na rua, nos amigos dos amigos e na parceria entre produtorxs, a internet tem seu papel primordial mais não é tudo. Estou gravando meu primeiro Disco “Dendê” com produção musical de Eduardo Brechó. Nós tentamos inicialmente fazer o disco através de um financiamento coletivo, a intenção era que houvesse uma pré distribuição e o disco fosse gravado através dessa ação. Apesar de não termos conseguido a ação pela plataforma, o disco está sendo feito com colaboração de amigos, fãs, familiares. Não deixa de ser uma abordagem de dentro pra fora, que é como a música chegou em mim.

Como está, atualmente, o andamento de seu negócio?

Bem, sendo que enxergo o potencial não só no produto, entendo o quanto é importante gerar conteúdo e informação através do mesmo.

Como os possíveis clientes se comportam ao ter o conhecimento de que você é negra?

A resposta do público é sempre o meu maior motivo, eles entendem e consomem a Janine. Sabemos que existe um racismo velado um tratamento que denuncia posturas, como não me fosse direito ser quem eu sou e dona do que idealizei. Eu me apego a quem entende a complexidade disso, não há como separar direitos e deveres quando se fala de música, nós somos espelho.

O que você espera do futuro de seu negócio? De que forma pensa em expandi-lo?

Música é realmente um negócio da alma pra mim. Mais se tratando do produto ser, o fato é que temos muitos planos e o melhor caminho sempre será pensar com carinho no público, renovar sem perder a originalidade.

Que tal você deixar uma mensagem às demais pessoas negras que também tenham interesse em se tornar empreendedoras.

Acredite nos seus sonhos, eles são um bom termômetro de como ainda se é possível fazer um mundo melhor.

Janine Mathias

facebook/janinemathiascantora

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Fotografia por Niceli Silva 

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